Escolha difícil


Guilherme Bryan achou difícil escolher as melhores músicas dos anos 80 e com razão! Mas ele fez um esforcinho para apontar apenas cinco. Vamos ver...E ouvir!


"“Você Não Soube Me Amar", da Blitz, por ser um importante marco inaugural do rock dos anos 80 e por ser o Evandro Mesquita, vindo do Asdrúbal, extremamente talentoso, com sua ginga carioca inconfundível.

 

“Bete Balanço”, do Barão Vermelho – música composta por Cazuza e Roberto Frejat para filme de mesmo nome do Lael Rodrigues, estrelado por Débora Bloch. O título do meu livro, “Quem tem um sonho não dança”, é um verso dessa canção.


 “Inútil”, do Ultraje a Rigor – por ser um marco importante na luta pelas eleições Diretas no Brasil, em 1984. Infelizmente, a emenda do Dante de Oliveira foi derrotada no Congresso Nacional, onde, em seguida, foi eleito Tancredo Neves de modo indireto. Nada mais ferino e bem-humorado do que “A gente não escolher presidente. A gente não sabemos tomar conta da gente”.


“Kátia Flávia”, do Fausto Fawcett e os Robôs Efêmeros – Um verdadeiro ícone do final da década, com uma linguagem do submundo carioca e uma mistura de linguagens musicais cujos reflexos são sentidos até hoje. Os versos ácidos do submundo de Fausto Fawcett podem ser relacionados, mantidas as grandes diferenças, aos de Arrigo Barnabé.


“Alagados”, dos Paralamas do Sucesso – Inicialmente chamados de “Police brasileiro”, Herbert Vianna, Bi Ribeiro e João Barone trouxeram o rock brasileiro de “volta para casa”, vamos dizer assim, com uma sensacional mistura de ritmos caribenhos e de rock inglês com o samba brasileiro. O clipe dessa canção, dirigido por Roberto Berliner, num baile funk e numa favela carioca, é um dos melhores já feitos no país até hoje." (Veja ao lado)


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